segunda-feira, 22 de setembro de 2008
cena e pensamento, forma e conteúdo
Participar de um processo teatral não é um troço fácil. Nos deparamos com um monte de inquietações. É como se momentaneamente a gente se permitisse a deixar que todas as nossas áreas seguras fossem devastadas. Nada pode ficar no lugar. A gente tem que colocar tudo em movimento. É um troço gostoso, só que assustador. É um ato de coragem também. Mas haja coragem e nem sempre você está afim de ser corajoso e se auto enfrentar. Só estou falando generalidades. Mas estou percebebendo isso cada vez mais claramente: todo o processo que eu vivencio tem como mola propulsora a desestabilização, a desconstrução. É necessário colocar em xeque todas as nossas escolhas. E as nossas escolhas refletem nossos pensamentos. É como se a concretização cênicas, de alguma maneira, expressasse o nosso pensamento. Essa imbricação entre forma e conteúdo, cena e pensamento, está ficando cada vez mais evidente. Então agir na cena é agir no pensamento? Então agir no pensamento reverbera transformações na cena?
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